Segunda-feira, Dezembro 21, 2009

Feliz Natal 2009 e um Próspero Ano Novo 2010

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Ex-Ministra da Saúde da Finlândia critica Vacina da Gripe A ou H1N1

A Dra. Rauni Kilde, Ex-Ministra da Saúde da Finlândia critica a Vacina da Gripe A (Suína ou Porcina ou H1N1) e afirma que não se deve tomar porque é um perigo para a Saúde Mundial!

Domingo, Setembro 30, 2007

O Marreco Homo Gibbus Incurvatus




Chegou a mais revolucionária invenção da História da Humanidade!

Já reparou que se viver em média sessenta anos, dormir Torto com uma almofada debaixo da cabeça, durante mais de vinte anos, provoca-lhe uma deformação na espinha que se vai acentuando ao longo da vida?

Dormir representa cerca de um terço da vida e a qualidade do seu sono influência directamente a sua saúde mental e fisiológica. Durante quatro anos, fizemos pesquisas e inventámos uma nova Almofada Anatómica e Ortopédica para Aliviar o Ressonar e a Apneia.

Concluímos que enquanto dormimos de costas, ou de barriga para cima, não precisamos de almofadas por debaixo da cabeça. Só precisamos delas, quando dormimos virados para o lado esquerdo, ou para o lado direito. Esta Almofada já foi Patenteada, por nós, Mundialmente, com a finalidade de ajudar e ensinar os Humanos a dormir correctamente.

Em Agosto de 2007 começou uma extraordinária Revolução na Sociedade Humana:

Iniciou-se a Fantástica Transição do Homo Gibbus Incurvatus ( Marrecus ) para o NOVO Homo Sapiens Sapiens Erectus...

junte-se à Nova Civilização do Homo Sapiens Sapiens Erectus!

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Quarta-feira, Maio 23, 2007

O Túnel Santana Lopes

* por Fortunato Da COSTA

Sim! Partilho da opinião de que o túnel do Marquês, o tal que segundo o advogado Sá Fernandes representava um perigo para a cidade de Lisboa, se deva chamar: Túnel Santana Lopes.

Antes do túnel abrir, na Primavera de 2007, logo a partir das 8 da manhã o tráfego de Cascais para a Lisboa costumava parar quase em Linda-a-Velha.
Mas agora, curiosamente, o engarrafamento matinal, no acesso pela auto-estrada A5 de Cascais directa à Praça do Marquês-de-Pombal, praticamente desapareceu.

Como é possível que uma gigantesca melhoria nos acessos à cidade de Lisboa ainda não tenha sido referida por ninguém?

Será que os jornais, as televisões, as rádios, os políticos... só sabem usar da palavra para criticar e destruir?

Como é possível que ainda ninguém tenha dado os parabéns ao homem que enfrentou tudo e todos para o construir?

Pois bem, aqui vai:

“Parabéns Dr. Pedro Santana Lopes! O senhor merece todo o apreço e respeito pois criou uma das mais importantes obras de engenharia para a nossa cidade de Lisboa!!”

E, já agora! Lembram-se do tal advogado José Sá Fernandes?

O tal que em 2007 custava ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20880 euros por mês, com 11 pessoas, das quais nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete.

Exactamente! O mesmo que provocou dois anos de atraso nas obras do túnel, encalacrando completamente os acessos naquela zona da cidade e que levou uma série de lojas e empresas a fechar. Tudo por causa de uma providência cautelar por si interposta e que paralisou os trabalhos, encarecendo a obra em mais 4 milhões de euros.

Pois... no fim de todas as argoladas que causou ainda acabou por beneficiar da situação com publicidade e trampolim político para se tornar vereador da câmara de Lisboa.

O que se deve fazer a este senhor? Será que deveremos esquecer o que se passou?

Será que não há moral? Será que ninguém tem a coragem de colocar uma acção contra este “Chico Esperto” a exigir que pague à autarquia, pelo menos, os tais 4 milhões de prejuizos pelos atrasos provocados?

Vamos ficar mais uma vez estupidamente calados?

Mas que raio de Povo somos nós?

Será que ainda somos mesmo um Povo?

Ou seremos só já... uma Cambada de Cobardolas!??

= = =

Todos os Direitos de Propriedade Intelectual pertencem a:

* Dr. Fortunato Da COSTA, Mestre em Estudos Europeus pelo Instituto de Estudos Europeus, Licenciado em Administração Pública e Bacharel em Engenharia é Consultor Internacional Perito em Arquitectura Organizacional e Sistemas de Informação, Empresário, Professor, Formador, Orador em Palestras e Conferências, Escritor, Director da Fitini.NET ConsultinG, podendo ser contactado pelo e-mail: fitini@fitini.net, pelo telefone: +(351)966377939, ou pela morada: Av. 25 Abril, 22, 2-D, 2795-196 Linda-a-Velha, Portugal, Visite: Fitini.NET ConsultinG

É Proibido utilizar qualquer cópia, ou qualquer parte, deste documento sem autorização por escrito.
Direitos de Autor totalmente protegidas Mundialmente pela Lei, Desde 2007.

Quarta-feira, Maio 02, 2007

Mourinho Descarrilou, Pobre Infeliz

* por Fortunato Da COSTA

Ainda há Homens com ‘H’ Grande!

O grande ídolo dos Portugueses, neste começo do século XXI, perdeu o “cabresto”. Os “azeites” subiram-lhe à cabeça e acabou por vomitar uma injusta raiva figadal, precisamente, em cima do outro grande ídolo actual dos Lusitanos: o Cristiano Ronaldo.

Por o Cristiano Ronaldo discordar da afirmação do José Mourinho que critica os árbitros de Futebol Inglês quando diz que estes nunca marcam grandes-penalidades contra o Manchester United, nem a favor do Chelsea, isto foi o suficiente para o Mourinho “desencabrestar” e dizer que o rapaz é mal educado, pois teve uma infância Pobre e Infeliz. Chegando ao ponto de lhe chamar MENTIROSO e que por isso: “Nunca virá a ser o melhor jogador de Futebol do Mundo.” (???).

Afinal, para o José Mourinho, quem nasce Pobre e tenha uma Infância Infeliz está condenado ao fracasso... é automaticamente filho de um Deus menor, um “dEUS” com letra minúscula... e que por mais que se esforce, nunca irá passar da “cepa torta”; pois tem o “dESTINO” também escrito com “d” menor, votado ao anonimato e ao esquecimento.

Isto é tão chocante que escrevo estas linhas com imensa tristeza. Lágrimas que o próprio Cristiano Ronaldo deve já ter vertido e que muitos de nós sentem escorrer pelo rosto... numa angústia vazia que a nossa alma não entende.

Foi uma “raiva cega” que me levou a escrever este artigo, mais uma vez, em defesa dos que não se podem defender. Pois, como Alex Fergurson disse, por princípios morais, não compete ao Cristiano Ronaldo abrir a boca em sua defesa. Compete-nos a todos nós que sentimos na pele a tristeza que o nosso QUERIDO MIUDO do Futebol está a sentir.

Será que o Mourinho ainda não compreendeu que aquelas afirmações chocaram profundamente o Planeta? E que destabilizaram, também, os jogadores e a integridade emocional da sua própria equipa de Futebol? Ou será que ele se esqueceu de que certamente os seus, próprios, jogadores terão tido, também, a tal infância pobre e difícil?
Como justifica ele, embora num esforço quase sobre-humano a falta de concentração dos seus jogadores no 2-2 no Chelsea-Bolton, em casa e na derrota, a seguir, em grandes-penalidades com o Liverpool?

Por tudo isso e pelas Pobres e Infelizes crianças deste Mundo:

“José Mourinho! Exigimos-te Desculpas Públicas ao Cristiano Ronaldo!”.

Passaram sete dias, de 2/Maio/2007 a 9/Maio/2007.

E, afinal... a nossa pequena Aldeia Global Lusófona existe.

Pois no dia 9 de Maio de 2007 foi com uma saborosa alegria que vi a capa do Jornal a Bola, onde o Cristiano Ronaldo confirma que Mourinho já lhe pediu Desculpas.

Ainda há Homens com “H” Grande!

= = =

Todos os Direitos de Propriedade Intelectual pertencem a:

* Dr. Fortunato Da COSTA, Mestre em Estudos Europeus pelo Instituto de Estudos Europeus, Licenciado em Administração Pública e Bacharel em Engenharia é Consultor Internacional Perito em Arquitectura Organizacional e Sistemas de Informação, Empresário, Professor, Formador, Orador em Palestras e Conferências, Escritor, Director da Fitini.NET ConsultinG, podendo ser contactado pelo e-mail: fitini@fitini.net, pelo telefone: +(351)966377939, ou pela morada: Av. 25 Abril, 22, 2-D, 2795-196 Linda-a-Velha, Portugal, Visite: Fitini.NET ConsultinG

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Quarta-feira, Março 07, 2007

Anti-Pimba.Com

http://www.Anti-Pimba.Com/

Maio/1998 D.C.

Portugal, um lindo País de brandos costumes e Pimbalhada aos molhos.

Um cantinho de jogos de influências e de corrupção nauseabunda, a que os nossos justiceiros e políticos de merda nos habituaram.

A começar em "bestas quadradas" e a acabar em "pifados da corneta", vivemos entalados entre lobies de maricas e de tarados da pior espécie a controlar as artes, a cultura, a Rádio, a Televisão e agora a Política...

Não temos nada contra os homosexuais nem contra as lésbicas, mas quando se começa a viver num País onde os gajos normais começam a andar aflitos para arranjar emprego só porque não gostam de levar no traseiro, ALGO ESTÁ MAL.

Isto, para nem falar da foleirada do Jornalismo que temos. Ignorantes até à medula, eticamente miseráveis e capazes de tudo - "Tão Oh meu, tás a sofrer bué (muito)? O que é que tás a sentir pá?" - Pergunta típica a um desgraçado quase a morrer num hospital...

E aqueles que se armam aos cucos a falar de racismo? Fazendo do assunto um melodrama do caraças, e pondo o biruta do Zé-Povinho, no dia seguinte, a olhar para as outras étnias como se fossem extra-terrestres... Bolas! Já chega de tanta estupidez. Deixem os Africanos, os Asiáticos, os Alentejanos, ... em Paz.

Vivemos num Mundo pluri-cultural, multi-racial, pleno de espécies. Por outro lado, a beleza não tem côr, tão pouco tamanho. Vá lá, deixem-se de lérias... vamos mas é a fazer casamentos multi-raciais, Pluri-culturais!! Só assim este assunto se irá acabar de uma vez por todas. Imaginem a beleza (e o prazer criativo) de uma criança que nasce do cruzamento de um Português com uma Tailandesa, ou de um Cabo-Verdiano com uma Sueca loirinha...

Os nossos aventureiros e desinibidos marinheiros levaram o Sémen Luso aos quatro cantos do Mundo, será que já perdemos a tradição? Só quem tiver, sobretudo jornalistas, a capacidade de tomar uma decisão bi-racial de proliferação da espécie humana é que tem o estatuto moral para falar sobre este tema... O resto são Cantigas!

Por tudo isto, e não só, o Anti-Pimba.com foi criado como uma secção especial em Português e simplesmente está aqui para defender os indefesos e Ser a Voz Daqueles Que Não Se Podem Defender...

Envie os seus Artigos para: antipimba@anti-pimba.com

http://www.Anti-Pimba.Com/

Segunda-feira, Março 05, 2007

Japoneses Massacram Golfinhos

Domingo, Fevereiro 18, 2007

NIriNA: Dream Woman - Mulher de Sonho

Original Music & Video by FitiniZini.com, Fitini.TV

Quinta-feira, Novembro 09, 2006

A Esquerda e o Iberismo

ALENTEJO POPULAR (Beja)
02-Novembro de 2006

«Do fantasma do Iberismo à dominação económica espanhola»

Miguel Urbano Rodrigues

Antes e depois da visita de Cavaco Silva a Madrid, alguns órgãos de
comunicação social aproveitaram o acontecimento para retirar de arquivos
bolorentos o tema do iberismo e agitar esse fantasma. Promoveram sondagens
que apresentaram resultados muito semelhantes. Quase metade dos espanhóis
seriam favoráveis à existência de um único estado na Península e um quarto
dos portugueses desejariam a fusão com a Espanha.
O Público dedicou três paginas ao assunto. Numa delas o correspondente de
El Pais em Lisboa, em tom que navega entre o serio e o irónico, reflecte
sobre a hipótese da criação de «uma nação única».
O que chama a atenção nesses s textos e noutros publicados na imprensa é a
leviandade da maioria dos comentários e depoimentos e o silêncio sobre duas
questões, essas sim, importantes:
1. Nenhum dos autores e entrevistados manifesta curiosidade pelo súbito
interesse dos media pela problemática da integração de Portugal na Espanha.
Ninguém pergunta por que se levanta de repente na comunicação social esta
algazarra tonta em torno do iberismo.
2. Em nenhum dos artigos lidos encontrei qualquer referência à avassaladora
colonização económica de Portugal pela Espanha.
No labirinto de argumentos invocados a favor e contra o projecto ibérico
identifiquei um denominador comum: a conclusão de que portugueses e
espanhóis se assemelham como dois irmaos. Até Miguel Bastenier, que
discorda da Ibéria única, escreveu na sua coluna de El Pais, que «não ha
dois países que se pareçam mais».

O MITO E A REALIDADE

Uma extensa e sinuosa fronteira separa, na aparência artificialmente,
Portugal da Espanha. Mas é suficiente atravessá-la e logo, ao entrar nos
pueblos e nas vilas da raia, qualquer estrangeiro percebe que somos povos
marcados por profundas diferenças.
A historia que nos diferenciou com lentidão - somos filhos da Galiza-
principiou a cavar abismos culturais entre os dois países após a Revolução
de 1640 que pôs termo à breve união dinástica . A partir de então, o
castelhano que, era de uso comum, inclusive na literatura, entre os
portugueses instruídos, quase deixou de ser falado. Portugal voltou-se para
a França e durante três séculos o povo de Voltaire passou a ser a
referência cultural.
Distanciados por um século, Eça e Saramago contemplam e sentem a França e a
Espanha sob perspectivas que têm muito pouco de comum.
Mas é transparente que a influência de Paris como fonte de inspiração, no
caminhar do Portugal urbano, não foi substituída, ao desaparecer, por uma
presença espanhola. Para a juventude, as grandes referencias são hoje
anglo-saxónicas nos mais diferenciados aspectos da vida quotidiana e na
adopção de valores culturais.
É um facto que acultura norte-americana, sobretudo a sub cultura de
exportação, marca hoje decisivamente o comportamento social da totalidade
das sociedades europeias. Os efeitos - do choque produzido não são, porem,
os, mesmos, da Suécia à Itália, da França à Grécia.
A Espanha, na transição do fascismo para um regime de fachada democrática,
tem assimilado o pior do neoliberalismo globalizado e da chamada macworld
cultura. O autóctone e o importado fundiram-se numa amalgama na qual a
herança mediterrânea - sobretudo a de Roma e do Islão- cede perante a
ofensiva de um capitalismo cuja peculiaridade regional é de uma enorme
agressividade.
A burguesia portuguesa, impressionada pelas taxas de crescimento do PIB no
país vizinho, cita com respeito o «milagre espanhol». Nem sempre o afirma
explicitamente, mas admite que é um factor de peso a favor de uma união com
a Espanha. A Espanha passou inclusive a ser um país exportador de capitais,
o que suscita a sua admiração.
Mas o que é, afinal, esse «milagre»?
O capitalismo espanhol é hoje um dos mais predatórios do mundo. Uma revista
tão insuspeita pela sua fidelidade ao neoliberalismo como a Newsweek
comparou já a actuação na América Latina das transnacionais da Espanha ao
conquistador do México Hernan Cortés, responsável pela destruição da
civilização azteca.
O governo de Madrid repete com orgulho que cinco séculos após a chegada de
Colombo ao Novo Mundo os investimentos directos espanhóis na América Latina
somente são superados pelos dos EUA. Mas por que preço para os países onde
o capital espanhol se instala?
Para citar apenas os casos mais chocantes, a Repsol, a Telefónica e o Banco
Santander aparecem aos olhos das forças progressistas da Argentina, do
Brasil, da Bolívia, da Colômbia e do Chile, entre outros, como polvos
tentaculares do capital. Não apenas pela sobrexploraçao dos trabalhadores,
também por surgirem envolvidos em escândalos, roubalheiras e violações da
soberania dos Estados onde desenvolvem a sua actividade.
Aliás, mesmo encarado sob um angulo exclusivamente económico e financeiro,
o «milagre» espanhol tem pés de barro.
Na ultima década o motor do crescimento do PIB tem sido o boom da
construção, o que segundo Le Monde e o The New York Times, anuncia tempos
difíceis porque o sector imobiliário, saturado, perdeu o dinamismo e acusa
o efeito da subida da taxa de juros.
A essa fragilidade soma-se uma grande dependência do turismo, uma fonte de
receitas extremamente instável.
Os iberistas, ao esboçarem o panorama de uma Espanha pletórica de energias,
exemplo de progresso e criatividade numa Europa estagnada, simulam também
esquecer que o país exibe a mais alta taxa de desemprego dos 15 membros da
União Europeia anterior ao alargamento.
No aranzel levantado em volta das vantagens e desvantagens da integração de
Portugal na Espanha não aludem sequer os participantes no abstruso debate a
racismo e à xenofobia que fazem hoje da pátria de Cervantes um dos países
europeus onde os imigrantes, sobretudo os magrebinos e os equatorianos e
colombianos, são mais discriminados.
Não. Preferem discorrer sobre temas como a localização da capital de uma
Ibéria unida, a estrutura institucional do Estado - Federação ou simples
transformação de Portugal em mais uma Região Autónoma- e ,finalmente que
papel seria em tudo isso o do Rei D Juan Carlos de Bourbon .
São mínimas as referências à incapacidade secular demonstrada pelo Poder
Central espanhol para conviver democraticamente
com as nações hegemonizadas por Castela. Não obstante afigura-se-lhes
natural que Madrid, repressora da fome de liberdade de bascos e catalãos,
possa absorver tranquilamente Portugal.
Na abordagem das peculiaridades que diferenciam e aproximam portugueses e
espanhóis fala-se do bacalhau, do fado, do flamenco , de marialvas e
senhoritos, dos dois idiomas, mas em todo essse festim de leviandades nao
identifiquei um depoimento que tocasse mesmo ao de leve numa questao de
fundo: o modo de encarar a existência, o comportamento no quotidiano de
portugueses e espanhóis, sejam estes castelhanos, catalãos ou bascos, por
outras palavras, a atmosfera humana,o espectáculo da vida oferecido por
ambos os povos.
Essa omissão é definidora da inutilidade e do ridículo da ressurreição do
fantasma do iberismo. Porque o desencontro de idiossincrasias ilumina bem
uma realidade: longe de serem «muito parecidos», portugueses e espanhóis
distanciaram-se progressivamente, exibindo atitudes quase antagónicas
perante a grande e breve aventura da vida.
Vivo em Serpa, na Margem Esquerda do Guadiana. É suficiente atravessar a
fronteira e entrar pela Província de Badajoz ou pela de Huelva e parar em
qualquer pueblo para sentir uma profunda diferença. Eles trabalham a horas
diferentes, transformam o culto do aperitivo num instrumento de convívio,
comem a horas diferentes. O ruído é ali componente da vida, do conceito dos
lazeres. Em Madrid ou Barcelona, tão desiguais, essas diferenças na atitude
perante a vida, na forma de a percorrer e desfrutar, são ainda mais
acentuadas.
Não critico, registo o inocultável.
Essa especificidade espanhola não acompanhou os senhores da Conquista.
Na América Latina hispano-india, o fluxo do quotidiano - com a única
excepção do México - é balizado pela norma europeia . Come-se, trabalha-se
e convive-se em horários semelhantes aos dos países da União Europeia.
Outra omissão em todos os textos em apreço, na imprensa de Lisboa e Madrid,
é a falta de referências à colonização económica de Portugal pela Espanha.
O processo em curso é avassalador. Ha três décadas a Espanha não existia
praticamente como parceiro comercial de Portugal. Hoje ocupa o primeiro
lugar nas importações portuguesas. Os nossos vizinhos souberam aproveitar
os mecanismos da Comunidade Europeia. Mas não ocupam somente uma posição
hegemónica no comércio. A invasão do capital espanhol é diluviana. A banca
espanhola conquistou uma parcela importante do mercado português. O mesmo
ocorre com a hotelaria e as grandes lojas transnacionais como El Corte
Inglês e Zara.
As imobiliárias espanholas invadem as nossas cidades, do Minho ao Algarve.
O processo de colonização pacífica, no âmbito do funcionamento do mercado,
assume facetas particularmente alarmantes no Alentejo.
Capitalistas espanhóis compraram já as melhores terras no perímetro do
Alqueva. Adquiriram milhares de hectares, sobretudo no Distrito de Beja,
para criação de porcos, instalação de lagares e plantação de oliveiras e
vinhas.
Essa invasão do capital espanhol é obviamente festejada pelo Governo de
Socrates e pela grande burguesia como muito positiva. Saúdam os
investidores espanhóis como empresários agentes do progresso. Agradecem.
Com A espontaneidade da nobreza de 1383 a saudar D João De Castela e a
nobreza de 1580 a alinhar com Filipe II.
Essa forma de dominação económica encobre, afinal, uma modalidade de
intervenção imperial.
O correspondente em Lisboa de El Pais garante que «o imperialismo espanhol
está definitivamente liquidado».
Mas a sua peremptória afirmação apenas evidência que ou desconhece o que
seja o imperialismo ou pretende dissipar no berço temores que identifica em
amplos sectores do povo português.
A Espanha não tem mais colónias. Nem passa pela cabeça de qualquer
governante espanhol conquistar Portugal pelas armas.
Mas a actuação do capital espanhol na América Latina configura uma forma de
imperialismo. Embora diferente, mais discreta, a estratégia subjacente à
política dos investimentos maciços em Portugal é igualmente inseparável de
uma concepção imperialista das relações entre os povos.
Alias, contrariamente ao que sustentam os apologistas da política de
Zapatero, apresentada como social democrata e progressista, ela, no
fundamental caracteriza-se pela fidelidade ao neoliberalismo e pelo
alinhamento com o imperialismo.
O presidente do Governo de Madrid comprometeu-se nas vésperas das eleições
que levaram o PSOE ao poder a retirar as tropas espanholas do Iraque. Esse
foi um grande trunfo eleitoral.
Cumpriu. Mas quase logo foram enviados para o Afeganistão forças do
Exercito espanhol para ali combaterem, integradas no dispositivo da Nato, a
insurreição em curso naquele pais. Ora essa é outra guerra imperialista.
A Espanha é- não devemos esquece-lo- um dos países da União Europeia que
nos últimos anos tem colaborado mais activamente ,através das suas forças
armadas, com a estratégia de dominação mundial do EUA. O discurso de
Zapatero tenta negar essa evidência. Mas os factos negam-lhe as palavras.
Podem argumentar os defensores do iberismo que Portugal também enviou
forças para a Bósnia, Afeganistão e o Iraque por decisão de sucessivos
governos. Assim aconteceu. Mas a pequena dimensão desses contingentes é
esclarecedora da diversidade de atitudes dos povos de Portugal e Espanha.
Sócrates é um medíocre ambicioso, profundamente reaccionário. No campo
internacional as suas tomadas de posição reflectem a orientação transmitida
por Washington. Mas está consciente de que o povo português conserva viva a
memória da guerra colonial desaprovou desde o início as agressões ao Iraque
e ao Afeganistão, mascaradas de intervenções em defesa da liberdade e da
democracia. Daí o caracter inexpressivo da presença de militares
portugueses naqueles dois países. Nem Cavaco ousaria dizer-lhes, como o fez
o Rei de Espanha em visita às suas tropas, que estão a servir a Pátria e os
mais nobres ideais humanistas.
Para terminar quero esclarecer que admiro muito a outra Espanha, a Espanha
mestiça, nascida de culturas diferenciadas, a Espanha de Cervantes( o
Quixote, lido e relido, continua a ser para mim um livro de cabeceira) e de
Goya , de Dolores Ibarruri e Lister, a que se bateu contra o fascismo e
hoje condena nas ruas o neoliberalismo, as guerras imperiais e a monarquia
ridícula e corrupta que as aplaude .
Essa Espanha, fraterna, revolucionaria, alinha, tenho a certeza, com
aqueles, como eu, que apontam como farsa este alarido dos meios de
comunicação social na campanha que desenterrou o espantalho do iberismo.
Sou, como comunista, internacionalista. Mas aprendi nos combates da vida
que o universal mergulha as raízes no nacional.

Miguel Urbano Rodrigues

"Alentejo Popular" (Beja)
02-11-06

Segunda-feira, Outubro 30, 2006

O Pânico Climático, A política do medo

O Pânico Climático, A política do medo

Artigo de Rui G. Moura, Engenheiro. Mestrado em Climatologia

Quando se fala do hipotético aquecimento global pretende-se seguramente
meter medo. Até seria desejável que a Terra aquecesse. Com efeito, isso nos
traria imensas economias tanto de energia para climatização, como do
petróleo bruto e dos seus derivados. Por outro lado, seriam ganhas largas
extensões de terra cultivável em direcção às regiões subpolares. Foi o caso
entre os anos 1930 e 1960 (período do Óptimo Climático Contemporâneo).
Nessa altura, as explorações agrícolas do norte do Canadá e da Escandinávia
deslocaram-se mais para Norte. Nos anos 1970, com o regresso do frio,
voltaram a retroceder para Sul. O mesmo aconteceu na África subsariana onde
os criadores de gado se deslocaram primeiro para Norte e depois regressaram
ao Sul quando a seca estalou nos anos 1970. Durante o período quente, as
chuvas tropicais eram mais abundantes. Isso quer dizer, paradoxalmente, que
se o aquecimento fosse efectivo, a seca acabaria no Sahel! Mas
infelizmente, não é esse o caso.

Refutação do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change)

O tema do “global warming” é digno de figurar no livro das “Imposturas
intelectuais” de Alan Sokal e Jean Bricmont. O “global warming” e as
“climate changes” estão de tal maneira bem embrulhadas que não é fácil
desmontar esta impostura científica. Mas de acordo com o filósofo Karl
Popper, as teorias científicas têm de ser aprovadas ou reprovadas em testes
imediatos e não daqui a cem anos. Ora, a refutação desta embrulhada
verifica-se todos os dias, todas as horas, todos os segundos e todos os
instantes.
Os valores elevados da pressão atmosférica sobre a Europa durante o Verão
de 2003 - com a registada vaga de calor -, inscreveram-se na subida que se
observa desde o shift ou desvio climático dos anos 1970, mais propriamente
em 1976. Essa alta das pressões observa-se sobre a quase totalidade da
Europa, de Lisboa, em Portugal, a Constança, na Roménia.
A forte estabilidade anticiclónica (calma ou vento fraco, ausência de
movimentos ascendentes) favorece o aquecimento do ar nas baixas camadas. A
condução do calor é com efeito tanto mais forte quanto a pressão é mais
elevada e desde que o ar não se possa elevar - devido à subsidência, ou
pressão de cima para baixo -, sobreaquecendo, portanto, (para a mesma
quantidade de energia recebida do Sol) as camadas próximas do solo. O calor
provoca uma forte diminuição da humidade relativa, isto é, uma forte
secagem do ar, que é tanto mais seco quanto o vapor de água atlântico ou
mediterrâneo não penetra no interior do ar anticiclónico (o que reduz
consideravelmente o efeito de estufa natural que está principalmente
associado ao vapor de água).
A nebulosidade muito reduzida ou nula oferece um ar soalheiro óptimo, e a
elevação do calor atinge gradualmente (por efeito cumulativo) a “canícula”,
sobretudo nas cidades (menos ventiladas, mais quentes, mais secas) onde se
reforça a bolha de calor urbano.
Ao mesmo tempo o carácter anticiclónico (limitado às baixas camadas) e a
ausência de movimentos horizontais e verticais concentram a poluição nos
níveis inferiores (sob um nível de inversão situado cerca de 1000 a 1500
metros), enquanto a forte insolação acelera a fotodissociação (produção de
ozono). Eis a razão da subida da taxa de ozono.
Calor, seca e poluição são, pois, as consequências das altas pressões. E
não é seguramente o inverso. Sublinhe-se que, a aceitar-se como válida a
teoria do “efeito de estufa antropogénico” do IPCC, teríamos de inverter a
realidade.
Nesse caso, a poluição seria a origem da elevação de temperatura que
provocaria, pelo contrário, uma baixa de pressão, pois o ar quente se
elevaria por não se verificarem as condições anticiclónicas com
subsidência. Mas a pressão está asubir!
São, portanto, as condições anticiclónicas com subsidência que constituem a
chave do que está acontecendo! Mas referi-las é insuficiente se não
soubermos explicá-las como não sabem os defensores de uma teoria refutável
pela própria Natureza.
Pergunta-se: é a Natureza que está errada ou é a teoria do IPCC que deve
ser refutada e substituída pela teoria dos Anticiclones Móveis Polares
(AMP) do cientista francês Marcel Leroux, Professor de Climatologia da
Universidade de Lyon?
Como não é possível no âmbito deste texto explicar toda a teoria dos AMP,
iremos desmistificar alguns dos mitos ligados ao “global warming” com que
se pretende alarmar a opinião pública sem qualquer justificação científica.

Aquecimento global

Pura e simplesmente, não existe! Quase toda a gente tem fé na curva da
temperatura global publicada todos os anos pela OMM (Organização
Meteorológica Mundial) e o IPCC (Intergovernmental Panel on Climate
Change). Esta curva é apenas uma média das temperaturas medidas em 7000
estações meteorológicas do planeta, tratadas na Universidade de East
Anglia, em Londres, sob a direcção de Philipp Jones. O aumento seria de 0,6
ºC desde 1860 até aos nossos dias, ou seja, a diferença de temperaturas que
se observa à escala média anual entre quaisquer duas cidades de Portugal.
Que extraordinária confusão! Um tal valor, dado com uma precisão de mais ou
menos 0,2 ºC num século e meio, é ridículo, porque ela é da ordem de
precisão da medida. Esta curva não é validada pelas medidas recentes
efectuadas pelos radiómetros dos satélites que, depois de 1978, não indicam
qualquer evolução notória, antes pelo contrário. Nem sequer pelas milhões
de medidas das radiossondas dos balões.
Por outro lado, como falar em média à escala global misturando temperaturas
marinhas, continentais, urbanas e sobretudo temperaturas de regiões que
arrefecem com a de outras que aquecem? Por exemplo, o Árctico ocidental (a
norte do Canadá) arrefeceu e o Árctico a norte do Mar da Noruega aqueceu.
Qual é então a verdadeira situação do Árctico? De aquecimento ou de
arrefecimento? Não é possível afirmar com segurança que a Terra está
aquecendo.

Será possível um aumento da temperatura de 2 a 6 ºC daqui até ao ano 2100?

De modo algum. Não há necessidade de modelos climáticos informatizados para
fazer uma tal previsão. O químico sueco Svante Arrhénius (1859-1927)
“previu” exactamente a mesma coisa em 1903! Ele aplicou uma regra de três
entre o teor de concentração de CO2 da sua época e a temperatura
correspondente, por um lado, e o teor previsto para o futuro e a
temperatura respectiva. É exactamente isso o que fazem os modelos
informáticos ao se insistir no efeito de estufa. Um modelo é apenas uma
super calculadora que depende inteiramente dos dados que se lhes fornece e
dos procedimentos que se lhes impõe para o tratamento dos dados. Não se
deve atribuir aos modelos virtudes “mágicas” tanto mais que eles só dão uma
visão muito incompleta e deformada da realidade meteorológica. Em
particular, eles não têm em conta a circulação geral da atmosfera, da sua
organização e do seu movimento. Para estes modelos, as descontinuidades,
presentes por todo o lado na Natureza, não são simplesmente tomadas em
consideração. Os modelos utilizados para predição climática são fundados
nos mesmos princípios que os utilizados para a previsão meteorológica. Ora,
estes últimos erram constantemente, como toda a gente sabe. Eles são
incapazes de prever tempestades de neve como as que se verificaram este
Inverno de 2006 por toda a Europa. E muito menos, não foram capazes de
prever a queda de neve do dia 29 de Janeiro passado em Portugal,
acontecimento que não se verificava há 50 anos!

A unanimidade entre os climatologistas não é verdadeira

A unanimidade é o efeito da tirania dos modelos. Insiste-se sobre num
pretendido consenso entre os climatologistas quando isso não existe. Além
disso, existem vários tipos de “climatologistas”. Veja-se o IPCC,
apresentado como a autoridade na matéria. Na realidade, trata-se de um
grupo intergovernamental, isto é, a nomeação dos seus membros é política e
não responde por critérios científicos. Além disso, a grande maioria dos
seus membros não é de climatologistas. Têm conhecimentos científicos
limitados sobre o clima. Após o aparecimento da informática, numerosos
daqueles que se autoproclamam «climatologistas» são na realidade
informáticos-modeladores, que dedicam de longe a preferência pela
estatística, sem se preocuparem com os laços físicos reais. Existem contudo
climatologistas e meteorologistas, fora do IPCC, que, pelo contrário, se
preocupam prioritariamente com a observação dos fenómenos reais e os
princípios físicos que os relacionam. Esses discordam do IPCC e estão longe
de se convencerem com os resultados dos modelos. Mesmo entre os
modeladores, alguns, como o americano Richard Lindzen, permanecem muito
cépticos relativamente à hipótese do aquecimento global. O problema do IPCC
é que, depois dos anos 80, passou a ser dominado pelos modeladores, vedetas
dos meios de comunicação. Os climatologistas realmente preocupados com as
análises do tempo reagruparam-se, entretanto, em associações, das quais uma
tem o nome sugestivo de “climate sceptics”.

O papel dos gases com efeito de estufa

Meter o acento nos gases com efeito de estufa dá uma visão muito simplista
do clima, enquanto outros factores são bastante mais importantes. Em
particular, aqueles que determinam a dinâmica da atmosfera, as
transferências meridionais do ar e da energia e, para ser mais simples, as
transferências de ar frio e de ar quente. Cada um é capaz de observar que a
temperatura é função destas bruscas alterações, e que ela não evolui de
maneira linear. O importante é primeiramente saber porquê e como as massas
de ar frio se formam e se deslocam; porquê elas substituem e são
substituídas pelo ar quente - dito de outra maneira de precisar o mecanismo
da máquina atmosférica. O tempo depende dia a dia destas mudanças de massas
de ar. Por outro lado, no longo prazo, a variação depende da actividade
solar (manchas solares, magnetismo, erupção e vento solar), das projecções
vulcânicas, dos parâmetros astronómicos, etc. Como pretender que a sua
responsabilidade no clima possa ser posta em evidência nos modelos que não
tomam simplesmente em consideração o conjunto destes parâmetros? O efeito
de estufa é, portanto, totalmente marginal, se não mesmo insignificante,
tanto mais que o principal efeito de estufa não é realizado pelo CO2 ou
pelo CH4, mas pelo vapor de água. Mas, mesmo a parte real do vapor de água
no efeito de estufa não é considerado no seu justo valor nos modelos.

Não há clima global

Pelo contrário, conhecemos perfeitamente a evolução dos climas regionais
que seguem evoluções fortemente dissemelhantes. Além disso, é bastante
revelador verificar que, na confissão do próprio IPCC, os modelos são
incapazes de reconstituir estas variações regionais! No seu segundo
relatório de avaliação, de 1996, o IPCC escreveu: “Os valores regionais das
temperaturas poderiam ser sensivelmente diferentes da média global, mas
ainda não é possível determinar com precisão as suas flutuações”. Isto
significa que os modelos do IPCC seriam capazes de dar um valor médio sem
conhecer os valores regionais que permitem estabelecer precisamente esta
média! Isto não é sério!
No Atlântico Norte, observa-se um arrefecimento na parte oeste (Canadá,
Estados Unidos a este das Montanhas Rochosas), enquanto na Europa ocidental
se observa um aquecimento, nomeadamente na Escandinávia. A Europa central
arrefece como o Mediterrâneo oriental, ou como a China. Estas diferenças de
comportamento resultam da dinâmica aerológica. Isso depende das
trajectórias dos anticiclones móveis polares (AMP). Estes são vastos discos
de ar glacial de mais de 1500 km de raio, gerados quotidianamente pelos
pólos. Estes discos deslizam rente ao solo sobre camadas de ar quente mais
ligeiras, contornando os relevos para se dirigirem em direcção ao equador.
As suas faces frontais provocam o retorno para o seu pólo respectivo do ar
aquecido vindo dos trópicos. Os AMP representam o próprio exemplo de
descontinuidade que os modelos informáticos se recusam a incorporar nas
suas equações matemáticas. Por outro lado, eles apontam o dedo ao
comportamento particular e à importância das regiões polares que,
contrariamente às previsões dos modelos, não estão a aquecer, mas a
arrefecer.

O mito da fusão das calotes polares

Evitemos a generalização: em detalhe, o gelo do mar funde a norte do mar da
Noruega ou na região das Aleutas no Pacífico Norte onde chegam a água
marinha e o ar aquecidos. Em troca, a banquise (bancos de gelo) não varia
ao norte do Canadá. O grosso da calote antárctica não fundiu desde a sua
formação há 60 milhões de anos. A observação dos satélites mostra mesmo que
no decurso do período 1979-1999, que é o de maior suposta elevação de
temperatura, a superfície da banquise aumentou globalmente ao redor do
continente Antárctico. Na Gronelândia, certas regiões fundem, especialmente
à volta da enorme ilha, mas a massa de gelo aumenta no centro da ilha, como
acontece com a massa da maior parte dos glaciares escandinavos. O
arrefecimento dos pólos atingiu 4 a 5 ºC durante o período 1940-1990, isto
é, mais de metade, mas em valor negativo, do valor previsto para 2100! É o
desmentido mais flagrante levado às previsões dos modelos. É, portanto,
surpreendente que tenha havido a ousadia de se conceber um tal aquecimento
sem que haja qualquer razão física que o possa justificar! Será somente
para meter medo às pessoas com a pretensa subida dos níveis dos oceanos que
poderia resultar de uma subida de temperatura?
Pelo contrário, o que é seguro, é que como os pólos arrefeceram, a potência
e a frequência dos AMP aumentam, os contrastes de temperatura elevam-se, as
confrontações entre o ar frio e o ar quente são mais vigorosas e o tempo
torna-se cada vez mais violento e cada vez mais contrastado nas nossas
latitudes. Torna-se assim mais irregular, com períodos extensos de frio
seguidos de calor, de chuvas mais abundantes e de secas mais frequentes. Os
recordes de calor e de frio são consequentemente batidos. Mas só se ouve
falar nos de calor…
Por exemplo, o Canadá sofreu a pior tempestade de neve da sua história em
1998 e a Mongólia conheceu dois Invernos sucessivos de tal forma rigorosos
que o Estado teve de pedir ajuda internacional. Seria mais judicioso ter em
consideração esta evolução real em vez de um hipotético cenário para o
horizonte de 2100, para assegurar, por exemplo, uma melhor gestão da água,
nomeadamente para o domínio agrícola. Portugal não está isento do que pode
acontecer em qualquer outra região do mundo. Já tivemos quedas de neve em
Lisboa, em 2006. A canícula do verão de 2003 é ainda um outro exemplo, se
bem que ela tenha sido apresentada como a prova do aquecimento global. Este
erro de julgamento foi a base da implementação de um plano anti-canícula
para o Verão de 2004, canícula que não se verificou (para espanto dos
alarmistas). Em 2003, tratou-se simplesmente de uma vasta alta de pressão
através da Europa ocidental, ela própria consequência de um aumento da
frequência dos AMP, visíveis nas imagens dos satélites, mas que os
modeladores não gostam de ouvir falar! Nessa época, fez frio em Moscovo
como há muito não acontecia no Verão. Em Julho deste ano repetiu-se este
fenómeno.

O caso dos ciclones tropicais

O IPCC, nos anos 90, sustentou que os modelos são incapazes de prever a
evolução da ciclogénese que não apresenta qualquer tendência para aumentar
no Atlântico Norte desde há um século. Os modelos anunciavam então que o
aquecimento conduziria a uma maior clemência climática: “As tempestades nas
latitudes médias (…) resultam de elevado gradiente (diferença) de
temperatura entre os pólos e o equador (…). Como este gradiente vai
enfraquecer com o aquecimento (…) as tempestades nas latitudes médias serão
mais fracas”, escrevia o IPCC em 1990. Mas hoje, já que o tempo não evoluiu
conforme às suas previsões, o mesmo IPCC esquece os seus próprios escritos
e recupera a violência - mais mediática - do tempo ao anunciar que é
precisamente devida ao aquecimento. Enfim, ainda há quem pense que estamos
perante cientistas sérios…
A ciclogénese depende de cinco condições draconianas. Basta uma delas não
se verificar para não se gerar um ciclone tropical. A temperatura da água
do mar é apenas uma delas. Ainda ninguém pensou qual a razão de não se
gerarem Katrinas no Mediterrâneo ou no Mar Negro? Lá não existem nem o
equador meteorológico vertical, nem os alísios e as monções, nem campos
depressionários nas baixas camadas, nem ascendências dinâmicas nem a
possibilidade de se desenvolver até à troposfera. Como estas condições não
estão reunidas todos os dias, mesmo com temperaturas elevadas do mar, os
ciclones tropicais, felizmente, não nascem diariamente!

A desinformação global

Prever o tempo foi sempre apaixonante. Ora, prever que nada de alarmante se
vai produzir não é muito interessante. No início do sec. XX, as predições
alarmistas estavam já na moda.
Entretanto, elas não tiveram sucesso perante a realidade que as desmentia
ano após ano. Foi somente a partir de 1985 que o alarmismo reapareceu
quando a climatologia foi monopolizada pelos informáticos com os cenários
mais catastrofistas. Esquecendo simplesmente a meteorologia, os modeladores
fizeram cálculos extremamente simplistas com o apoio de modelos
super-sofisticados para impor os seus conceitos. Mas as hipóteses sobre o
aquecimento climático nunca foram verificadas pela observação, nem no
início nem no fim do sec. XX. A famosa curva do IPCC não é mais do que um
artefacto constantemente desmentido pelas medidas e pelas observações dos
satélites.
Na realidade, o problema dito do clima é confundido com o da poluição, dois
domínios, contudo, distintos que só serão bem tratados, um e outro, quando
forem dissociados. Esta confusão serve igualmente de pretexto para impor
uma restrição à actividade humana, considerada erradamente como a origem do
aquecimento climático. A relação de interesses que se estabeleceu entre
certos laboratórios, várias instituições internacionais e certos homens
políticos, impôs a noção de aquecimento global. Seguir cegamente os
“Sumários para os decisores” elaborados pelo IPCC faz deixar de lado os
fenómenos reais, desperdiçar somas colossais para pagar reuniões por
definição inúteis, e impede a tomada de medidas de prevenção eficazes
contra os verdadeiros acontecimentos climáticos que iremos conhecer. Para
que serve preparar a economia de um país para o eventual aquecimento quando
todos os seus termómetros assinalarem arrefecimentos?
Finalmente, o aquecimento climático reveste cada vez mais um carácter de
manipulação que parece verdadeiramente uma impostura “científica” e cujas
primeiras vítimas são os climatologistas que não recebem os financiamentos
que se dirigem para a corte de “climatocratas” do IPCC.

Ramada, 24 de Julho de 2006

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(*) Blog: www.mitos-climaticos.blogspot.com

Sexta-feira, Outubro 20, 2006

Razões...

Razões para escolher a vida
Nota Pastoral do Conselho Permanente Conferência Episcopal Portuguesa sobre
o referendo ao aborto

1. A Assembleia da República decidiu sujeitar, mais uma vez, a referendo
popular o alargamento das condições legais para a interrupção voluntária da
gravidez, acto vulgarmente designado por aborto voluntário. Esta proposta
já foi rejeitada em referendo anterior, embora a percentagem de opiniões
expressas não tivesse sido suficiente para tornar a escolha do eleitorado
constitucionalmente irreversível, o que foi aproveitado pelos defensores do
alargamento legal do aborto voluntário.

Nós, Bispos Católicos, sentimos perplexidade acerca desta situação. Antes
de mais porque acreditamos, como o fez a Igreja desde os primeiros séculos,
que a vida humana, com toda a sua dignidade, existe desde o primeiro
momento da concepção. Porque consideramos a vida humana um valor absoluto,
a defender e a promover em todas as circunstâncias, achamos que ela não é
referendável e que nenhuma lei permissiva respeita os valores éticos
fundamentais acerca da Vida, o que se aplica também à Lei já aprovada. Uma
hipotética vitória do “não” no próximo referendo não significa a nossa
concordância com a Lei vigente.

2. Para os fiéis católicos o aborto provocado é um pecado grave porque é
uma violação do 5º Mandamento da Lei de Deus, “não matarás”, e é-o mesmo
quando legalmente permitido.

Mas este mandamento limita-se a exprimir um valor da lei natural,
fundamento de uma ética universal. O aborto não é, pois, uma questão
exclusivamente da moral religiosa; ele agride valores universais de
respeito pela vida. Para os crentes acresce o facto de, na Sua Lei, Deus
ter confirmado que esse valor universal é Sua vontade.

Não podemos, pois, deixar de dizer aos fiéis católicos que devem votar
“não” e ajudar a esclarecer outras pessoas sobre a dignidade da vida
humana, desde o seu primeiro momento. O período de debate e esclarecimento
que antecede o referendo não é uma qualquer campanha política, mas sim um
período de esclarecimento das consciências. A escolha no dia do referendo é
uma opção de consciência, que não deve ser influenciada por políticas e
correntes de opinião. Nós, os Bispos, não entramos em campanhas de tipo
político, mas não podemos deixar de contribuir para o esclarecimento das
consciências. Pensamos particularmente nos jovens, muitos dos quais votam
pela primeira vez e para quem a vida é uma paixão e tem de ser uma
descoberta.

Assim enunciamos, de modo simples, as razões para votar “não” e escolher a
Vida:

1ª. O ser humano está todo presente desde o início da vida, quando ela é
apenas embrião. E esta é hoje uma certeza confirmada pela Ciência: todas as
características e potencialidades do ser humano estão presentes no embrião.
A vida é, a partir desse momento, um processo de desenvolvimento e
realização progressiva, que só acabará na morte natural. O aborto
provocado, sejam quais forem as razões que levam a ele, é sempre uma
violência injusta contra um ser humano, que nenhuma razão justifica
eticamente.

2ª. A legalização não é o caminho adequado para resolver o drama do “aborto
clandestino”, que acrescenta aos traumas espirituais no coração da
mulher-mãe que interrompe a sua gravidez, os riscos de saúde inerentes à
precariedade das situações em que consuma esse acto. Não somos insensíveis
a esse drama; na confidencialidade do nosso ministério conhecemos-lhe
dimensões que mais ninguém conhece. A luta contra este drama social deve
empenhar todos e passa por um planeamento equilibrado da fecundidade, por
um apoio decisivo às mulheres para quem a maternidade é difícil, pela
dissuasão de todos os que intervêm lateralmente no processo, frequentemente
com meros fins lucrativos.

3ª. Não se trata de uma mera “despenalização”, mas sim de uma
“liberalização legalizada”, pois cria-se um direito cívico, de recurso às
instituições públicas de saúde, preparadas para defender a vida e pagas com
dinheiro de todos os cidadãos.
“Penalizar” ou “despenalizar” o aborto clandestino, é uma questão de
Direito Penal. Nunca fizemos disso uma prioridade na nossa defesa da vida,
porque pensamos que as mulheres que passam por essa provação precisam mais
de um tratamento social do que penal. Elas precisam de ser ajudadas e não
condenadas; foi a atitude de Jesus perante a mulher surpreendida em
adultério: “alguém te condenou?... Eu também não te condeno. Vai e
doravante não tornes a pecar”. [ver as nossas "Telegráficas sobre o aborto"]

Mas nem todas as mulheres que abortam estão nas mesmas circunstâncias e há
outros intervenientes no aborto que merecem ser julgados. É que tirar a
vida a um ser humano é, em si mesmo, criminoso.

4ª. O aborto não é um direito da mulher. Ninguém tem direito de decidir se
um ser humano vive ou não vive, mesmo que seja a mãe que o acolheu no seu
ventre. A mulher tem o direito de decidir se concebe ou não. Mas desde que
uma vida foi gerada no seu seio, é outro ser humano, em relação ao qual tem
particular obrigação de o proteger e defender.

5ª. O aborto não é uma questão política, mas de direitos fundamentais. O
respeito pela vida é o principal fundamento da ética, e está profundamente
impresso na nossa cultura. É função das leis promoverem a prática desse
respeito pela vida. A lei sobre a qual os portugueses vão ser consultados
em referendo, a ser aprovada, significa a degenerescência da própria lei.
Seria mais um caso em que aquilo que é legal não é moral.

3. Pedimos a todos os fiéis católicos e a quantos partilham connosco esta
visão da vida, que se empenhem neste esclarecimento das consciências.
Façam-no com serenidade, com respeito e com um grande amor à vida. E
encorajamos as pessoas e instituições que já se dedicam generosamente às
mães em dificuldade e às próprias crianças que conseguiram nascer.

Lisboa, 19 de Outubro de 2006

Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Filarmónica de Olivença actua em Palmela

Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org <http://www.olivenca.org>

Divulgação 11-2006

A BANDA FILARMÓNICA DE OLIVENÇA actua em Palmela, no próximo dia 15 de
Outubro, Domingo, às 16:30 horas, no âmbito do II Festival Internacional de
Música - Palmela "Terra de Cultura", organizado pela Sociedade Filarmónica
Palmelense «Loureiros».
O concerto da Filarmónica Oliventina terá lugar no Auditório da Sociedade
«Loureiros», na vila de Palmela.

Lx., 10-10-06.
SI/Grupo dos Amigos de Olivença

Consulte-se: http://www.bandasfilarmonicas.com/noticia.php?id=1145

_________________ _
Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do Alentejo), 1150-268 Lisboa
www.olivenca.org <http://www.olivenca.org> olivenca@olivenca.org
<mailto:olivenca@olivenca.org>
Tlm. 96 743 17 69 - Fax. 21 259 05 77

__________________
Recebeu esta mensagem porque o seu endereço de correio electrónico se
encontra na lista de correio d' O Grupo dos Amigos de Olivença. Esta
informação terá sido solicitada por si, por alguém amigo que a considerou
relevante ou o seu endereço está indicado em local público. Caso a sua
situação não corresponda a nenhum destes casos e/ou não pretenda receber
mais informação sobre as nossas actividades solicitamos que envie uma
mensagem com o assunto “Remover” para o endereço: olivenca@olivenca.org .

Terça-feira, Setembro 19, 2006

Islão e tolerância

A natureza da tolerância no Islão

Os actos de violência que os muçulmanos têm cometido na Europa e nos
Estados Unidos, são geralmente atribuídos a uma minoria "fundamentalista",
mas na verdade todo o Islão se fundamenta em princípios de intolerância e
beligerância, especialmente contra o mundo Cristão ocidental. Conheça
alguns pormenores bem esclarecedores...

Roberto de Mattei

Nas terras conquistadas pelo Islão, a opção deixada aos vencidos é a
conversão ou a morte. Para os adeptos da religião dos "Livros Santos",
cristãos e hebreus, mas também sabeítas e zoroastristas, definidos como
"gente do Livro" (ahl el-Kitab) ou "gente do Pacto" (ahl el-dhimma), está
previsto um estatuto privilegiado desde que aceitem submeter-se ao Islão.
Tal estatuto jurídico de inferioridade, chamado dhimma, é simbolizado pelo
pagamento de uma taxa pessoal que indica o reconhecimento público da
subordinação ao Islão.

O pacto de Omar, primeiro sucessor do profeta, introduziu o distintivo para
os protegidos: castanho para os madeístas, azul para os cristãos, amarelo
para os hebreus e, confinando os dhimmos em bairros especiais, antecipa
assim o aparecimento da prática dos guetos.

Os dhimmos, desde que aceitem submeter-se ao Islão, são integrados na
comunidade islâmica, mas na condição de uma pesada sujeição jurídica. São
excluídos dos cargos públicos e obrigados a cumprir os imperativos sociais
da charia; o proselitismo religioso é punido com a pena de morte, mas os
dhimmos devem aceitar o proselitismo dos muçulmanos, mesmo nas suas igrejas
ou sinagogas. Por outro lado, os dhimmos não podem construir edifícios mais
altos do que os dos muçulmanos, devem proceder aos funerais dos seus mortos
em segredo, sem prantos nem lamentos; é-lhes vedado tocar sinos, expor
qualquer objecto de culto e proclamar, diante de um muçulmano, as crenças
cristãs. Um muçulmano pode casar-se com uma mulher dhimma, mas um dhimmo
não pode casar-se com uma muçulmana; a criança nascida de um casamento
misto é sempre muçulmana. A sanção que pune os muçulmanos culpados de
delitos é atenuada se a vítima for um dhimmo. Os não-muçulmanos nunca podem
ser testemunhas contra muçulmanos, sendo o seu juramento inaceitável. Tal
rejeição funda-se, segundo os hadith, sobre a natureza perversa e mentirosa
dos "infiéis" que insistem deliberadamente em negar a superioridade do
Islão. Pela mesma razão, um muçulmano, mesmo que seja culpado, não pode ser
condenado à morte, se for acusado por um infiel. Pelo contrário, aconteceu
diversas vezes que houve dhimmos condenados à morte no lugar de muçulmanos
culpados.

A rejeição das testemunhas dhimmas é particularmente grave quando elas,
caso não raro, são acusadas de ter "blasfemado" contra Maomé, delito punido
com a pena de morte. Os dhimmos, incapacitados de refutar em juízo as
acusações dos muçulmanos, encontram-se, muitas vezes constrangidos a
aceitar o Islão, para conseguirem salvar a vida.

O pagamento do tributo a que estão sujeitos os dhimmos, chamado kharadj, é
justificado pelo princípio segundo o qual a terra subtraída pelo Islão aos
"infiéis" é considerada como pertencente, por direito, à comunidade
muçulmana. Por força deste princípio, qualquer proprietário é reduzido à
condição de um tributário que detém a sua terra na qualidade de mero
usufrutuário por concessão da umma. A taxa vem carregada de um simbolismo
sagrado e bélico: é o direito inalienável atribuído por Alá aos vencedores
sobre o solo inimigo. Além da kharadj, os dhimmos são obrigados a pagar
outro imposto, a djizya, que lhes é imposta no decurso de uma cerimónia
humilhante: enquanto paga, o dhimmo é golpeado na cabeça ou na nuca.

É esta a natureza da tolerância no Islão.

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Fonte: Roberto de Mattei, "Guerra Justa, Guerra Santa - Ensaio sobre as
Cruzadas, a Jihad islâmica e a tolerância moderna ", Livraria Civilização
Editora, Porto, 2002, Capítulo II, págs. 65-68. Transcrição autorizada pelo
Autor.
Roberto de Mattei é Professor Catedrático de História Moderna na
Universidade de Cassino, Itália.

http://www.arautosdelrei.org/TPcontent.cfm?ida=C2EA6D15-ABB0-107A-2582B6F6EE
1F054E

Domingo, Maio 28, 2006

CIA reporta Questão de Olivença

A Questão de Olivença é reportada pela CIA (“The World Factbook")

O Relatório Informativo da CIA de 2006 (“The World Factbook") dá notícia do litígio que opõe Portugal e Espanha a propósito de Olivença:

«Disputes - international: Portugal does not recognize Spanish sovereignty over the territory of Olivenza based on a difference of interpretation of the 1815 Congress of Vienna and the 1801 Treaty of Badajoz»

http://www.cia.gov/cia/publications/factbook/geos/po.html

O assunto é explicado por Carlos Luna (membro da Direcção do GAO), em artigo que se transcreve:

AS HESITAÇÕES DA C.I.A.

Tudo começou em 2003. A instituição norte-americana C.I.A. publica, desde há muito, uma espécie de relatório anual, o "The World Factbook", agora na "Internet". Esse relatório, actualizado anualmente, contém dados de todo o tipo sobre todos os países e territórios do mundo. Como estatística. Não se trata de uma selecção com intuitos políticos, ainda que, como sabemos, nada seja neutro neste mundo.

No que toca a disputas territoriais, eram assinaladas mais de 160, incluindo discordâncias fronteiriças entre o México e os próprios Estados Unidos. O que era novidade era a inclusão de mais uma disputa. De facto, lia-se, no que a Portugal dizia respeito: "Portugal tem periodicamente reafirmado reivindicações sobre os territórios em redor da cidade de Olivença (Espanha)".

Claro que, no que a Espanha se referia, também era assinalada a disputa:"Os habitantes de Gibraltar votaram esmagadoramente em referendo contra o "acordo de total partilha de soberania" discutido entre a Espanha e o Reino Unido para mudar trezentos anos de governo da colónia; Marrocos protesta contra o controle espanhol sobre os enclaves costeiros de Ceuta, Melilla, o Peñon de Velez de la Gomera, as ilhas de Peñon de Alhucemas, as ilhas Chafarinas e as águas circundantes; Marrocos rejeita também o traçado unilateral de uma linha média a partir das Canárias em 2002 para estabelecer limites à exploração de recursos marinhos e interdição de refugiados; Marrocos aceitou que os pescadores espanhóis pescassem temporariamente na costa do Sahará Ocidental, depois de um derrame de crude ter sujado bancos de pesca espanhóis; Portugal tem periodicamente reafirmado reivindicações sobre os territórios em redor da cidade de Olivenza (Espanha)".

A disputa de Olivença surgia, pois, naturalmente, entre outras reivindicações ibéricas e mais de uma centena e meia de outras por todo o mundo.

As reacções em Espanha, todavia, excederam o compreensível. Vários jornais noticiaram que a C.I.A. comparava Olivença a Caxemira e a Gaza, e davam a entender que a C.I.A. via movimentos terroristas (?) na Terra das Oliveiras. Chegou-se ao cúmulo de se fazerem entrevistas com autoridades locais, que troçaram da estupidez da C.I.A. e desafiaram os seus agentes a procurar terroristas por aqueles lados. Nenhum, mas nenhum mesmo, jornal ou revista espanhóis publicou o texto original da C.I.A.! E isto apesar de todos terem recebido, repetidas vezes, o mesmo, em inglês, castelhano, português, e catalão !

O mais bizarro sucederia no ano seguinte. A C.I.A. reformulou o seu relatório, e, no que toca a Olivença, 2004 viu surgir a espantosa afirmação de que "alguns grupos portugueses mantêm reivindicações adormecidas sobre os territórios cedidos a Espanha em redor da Cidade de Olivenza". Note-se que este discurso é, quase palavra por palavra, o discurso "oficial" espanhol sobre este contencioso.

Era possível, todavia, fazer pior. Em 2005, desaparecia do relatório da C.I.A. qualquer referência a Olivença. Portugal, no que toca a disputas/reivindicações internacionais, surgia classificado com um "none" (isto é, "nenhuma"; uma só palavra...talvez para poupar espaço...

A bizarria ia mais longe. Um pequeno mapa de Espanha acompanhava o texto sobre este país. Pela primeira vez, Olivença surgia nele. Ao lado de cidades como Córdova, Sevilha, Granada, Madrid (naturalmente), Valladolid, e outras, todas capitais de províncias, não o sendo a cidade em litígio. Duma forma afinal cómica, o Mapa não mostrava cidades como Badajoz, Cáceres, Mérida, Salamanca, ou Pamplona. Era evidente que "Olivenza" fora incluída, digamos, "à força".

O que causa espanto e indignação neste caso é a facilidade com que a C.I.A., tida como a mais poderosa e "sabedora" organização de informações do mundo, antes decerto de se informar, por exemplo, junto do Governo Português, se foi aparentemente deixando "seduzir" por pontos de vista espanhóis.

Felizmente, em 2006, a situação foi recolocada em termos, em geral, correctos. Decerto "alguém" do Estado Português, verificando o erro, se deu ao trabalho de informar a C.I.A. de que Portugal mantém mesmo reservas sobre a soberania espanhola em Olivença. Recorde-se que esta questão ganhou nova importância com o Alqueva, dados os problemas ligados à posse das águas no Guadiana.

Assim, desde Maio de 2006, pode-se ler na "CIA Homepage", sobre Portugal, no que toca a disputas internacionais, o seguinte: "Portugal não reconhece a soberania espanhola sobre o território de Olivença com base numa diferença de interpretação do Congresso de Viena de 1815 e do Tratado de Badajoz de 1801." No que a Espanha diz respeito, pode ler-se: "em 2003, os habitantes de Gibraltar votaram esmagadoramente, por referendo, a favor de permanecerem como colónia britânica, e contra uma solução de "partilha total de soberania", exigindo também participação em conversações entre o Reino Unido e a Espanha.
A Espanha desaprova os planos do Reino Unido no sentido de dar maior autonomia a Gibraltar; Marrocos contesta o domínio da Espanha sobre os enclaves costeiros de Ceuta, Melilla, e sobre as ilhas Peñon de Velez de la Gomera, Peñon de Alhucemas e Ilhas Chafarinas, e as águas adjacentes; Marrocos funciona como a mais importante base de migração ilegal do Norte de África com destino a Espanha; Portugal não reconhece a soberania espanhola sobre o território de Olivença com base numa diferença de interpretação do Congresso de Viena de 1815 e do Tratado de Badajoz de 1801."

A ver vamos se esta "versão", que é razoavelmente correcta, se mantém, e se o Estado Português estará atento a novas "alterações". Na verdade, o conflito (pacífico) fica circunscrito às suas verdadeiras dimensões: um entre outros da Península Ibérica, e entre mais de centena e meia de outros por esse mundo fora, que os interessados deverão resolver quando surgir ocasião. Como deve ser sempre.

O que, afinal, já tinha sido escrito em 2003.

28-Maio-2006
Carlos Eduardo da Cruz Luna
(da Direcção do GAO),
Grupo dos Amigos de Olivença
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Lisboa, 28-05-2006.
SI/GAO
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Sábado, Maio 20, 2006

Carta para o Senhor Embaixador de Espanha em Lisboa

Excelentíssimo Senhor
Embaixador do Reino de Espanha

No dia 20 de Maio de 1801, há exactamente 205 anos, os exércitos de Espanha, conluiada com a França napoleónica, invadiram Portugal e ocuparam a vila portuguesa de Olivença.

Manifesta ofensa ao Direito das Gentes, assim foi entendido pelas Potências de então que, no Congresso de Viena de 1815, onde Espanha também teve assento, reconheceram absolutamente a justiça das reclamações de Portugal sobre Olivença.

Por isso ficou consignado no Tratado de Viena, seu Art.º 105.º. «Les Puissances, reconnaissant la justice des réclamations formées par S. A. R. le prince régent de Portugal e du Brésil, sur la ville d'Olivenza et les autres territoires cédés à Espagne par le traité de Badajoz de 1801, et envisageant la restitution de ces objets, comme une des mesures propres à assurer entre les deux royaumes de la péninsule, cette bonne harmonie complète et stable dont la conservation dans toutes les parties de l'Europe a été le but constant de leurs arrangements, s'engagent formellement à employer dans les voies de conciliation leurs efforts les plus efficaces, afin que la rétrocession desdits territoires en faveur du Portugal soi effectuée; et les puissances reconnaissent, autant qu'il dépend de chacune d'elles, que cet arrangement doit avoir lieu au plus tôt».

Como melhor saberá Vossa Excelência, em 7 de Maio de 1817, há 189 anos, Espanha assinou o Tratado de Viena e reconheceu sem reservas os direitos de Portugal.

Decorridos dois séculos sobre a desonrosa ocupação de Olivença, o Estado que Vossa Excelência representa jamais respeitou o compromisso assumido perante a Comunidade Internacional. Do carácter honrado, altivo e nobre que Espanha diz ser o seu, não houve manifestação e, ao contrário, actuando com ostensivo desprezo pelo Direito e pela palavra dada, Espanha cobriu-se com o labéu da vilania.

Eis, singela, a «Questão de Olivença»: uma parcela de Portugal foi usurpada militarmente pelo Estado espanhol, há 205 anos, extorsão não reconhecida e ilegítima face ao Direito Internacional.

Não obedecendo ao Direito nem respeitando os seus compromissos, é Espanha, de que Vossa Excelência é Embaixador, que se desonra.

Quanto à ofensa que a ocupação de Olivença constitui para Portugal, compete aos Portugueses apreciá-la e julgá-la.

Da ofensa feita à Justiça e ao Direito, bem como da desonra trazida pela quebra da palavra dada, pertence a Espanha e a Vossa Excelência conhecer do seu significado.

Atentamente,
A Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença
Lisboa, 20 de Maio de 2006.
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Lisboa, 20-Maio-2006.
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Segunda-feira, Maio 15, 2006

100º. Aniversário do nascimento do General Humberto Delgado

Na passagem do 100.º Aniversário do nascimento do General Humberto Delgado, o Grupo dos Amigos de Olivença presta sentida Homenagem ao Lutador pela Causa da Olivença Portuguesa e seu antigo Dirigente.

Defensor apaixonado das causas em que acreditava, o General Humberto Delgado desde cedo manifestou a mais ardorosa determinação na sustentação dos Direitos de Portugal e desenvolveu esforços para alcançar a retrocessão de Olivença.

Quando apresentou a sua candidatura à Presidência da República, em 1958, era Presidente da Assembleia Geral do Grupo dos Amigos de Olivença. Combatente da Liberdade e da Justiça, ao General Humberto Delgado não podia passar silenciado o drama histórico que a ocupação estrangeira de Olivença significava.

O seu amor à Velha Terra Portuguesa de Olivença foi das grandes motivações a que não regateou esforços.

Honrando a memória do General Humberto Delgado, lutemos nós, Portugueses de hoje, tal como ele o fez, pela Olivença Portuguesa!

Essa é a Homenagem que lhe devemos.

A Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença

Lisboa, 20-Maio-2006.
SI/GAO
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Domingo, Maio 14, 2006

Divulgação 04-2006

205.º Aniversário da Ocupação de Olivença

No dia 20 de Maio de 2006, passam 205 anos sobre a usurpação da Praça portuguesa de Olivença pelos exércitos de Godoy.

Recordando a data e o seu significado, o GAO leva a efeito nesse dia, em Lisboa, um conjunto de iniciativas, de que destacamos:

- 11:00 horas, Missa na Igreja de S. Domingos, em memória dos oliventinos e de todos portugueses que se destacaram na defesa da Causa de Olivença Portuguesa.
- 13:00 horas, Almoço num restaurante da Baixa.
- 16:00 horas, entrega de uma Carta na Embaixada de Espanha (no Consulado, Av.ª da Liberdade).

Convidam-se todos os Amigos de Olivença, todos os Portugueses, a comparecer e dar o seu apoio!

Contamos com a presença e participação de todos!

Lx., 07-05-2006.
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431 769 - Fax. 212 590 577
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Terça-feira, Janeiro 03, 2006

Identidade e independência Nacional

Jornal "O PRIMEIRO DE JANEIRO" (Porto)
28-Dezembro-2005

A data era duplamente sugestiva: 25 de Novembro. Comemorava-se o trigésimo aniversário de um dia histórico no processo revolucionário que, entre outras consequências, desencadeou o mais grave desequilíbrio de potencial estratégico e de capacidade soberana de Portugal face a Espanha, a que assistimos em quase nove séculos da nossa existência como Estado independente. E uma dezena de horas antes, ao que parece com uma mãozinha habilidosa e comprida de Madrid, a UNESCO rejeitava a classificação, como Património da Humanidade, da Tradição Oral Galaico-Portuguesa, promovida pela associação "Ponte nas Ondas" com escasso apoio do governo regional galego e a velada oposição da Moncloa para quem tudo o que possa prefigurar a construção da PortuGaliza é projecto a destruir...

Ora, coincidindo com estas duas efemérides, a RTP emitiu um "frente a frente" entre o antigo Presidente do Governo espanhol, Felipe González, e Jorge Sampaio, personagem que na última década tem feito a figura de Presidente da República portuguesa...

De "frente a frente" o programa teve pouco ou nada, face à perfeita sintonia de pontos de vista quanto ao futuro comum da "Hespanha"... Nem sequer de um "lado a lado" se tratou... Na vil subserviência iberizante que vem caracterizando a nossa, ora pueril ora aleivosa, classe política, presenciámos mais uma triste e nauseosa manifestação da propaganda hispanista por parte de um sagaz e capcioso dirigente espanhol que à boa maneira castelhanista consegue vestir com a excelsa pele de manso cordeiro um insaciável e nefário leão, perante o qual o representante supostamente português se prostrou, rastejando com o cada vez mais nojento discurso da amizade e unidade peninsular. Foi um espectáculo de convulsivo vómito!...

Depois de ter ido a Madrid, há uns largos meses, pateticamente impetrar que nos deixassem ganhar um concurso de adjudicação de uma obra pública, como uma criança do jardim infantil a mendigar aos grandes que lhes deixassem marcar um golo... Jorge Sampaio, perante a questão da jornalista sobre o proteccionismo espanhol, começou por tergiversar para logo a seguir se agachar completamente diante de Felipe González e a sua poderosa Espanha...

Como se Portugal tivesse já deixado de existir enquanto Estado Soberano, Sampaio falou por várias vezes em «Relação Ibérica», em vez de "Relações Luso-Espanholas", reduzindo a cinzas uma dualidade multissecular, como se fosse desejável, benéfico e especialmente irreversível o caminho que se tem apressadamente andado rumo à unidade peninsular...

Embora com uma boa dose de cobardia, pois faltou-lhe a coragem de o dizer de modo claro, frontal e por todos compreensível, teve mesmo o desplante de criticar "uns tantos"..., que arvorando questões territoriais... querem dificultar o mortal abraço espanhol... Deu para entender, senhor Sampaio! Poucos captaram a mensagem, mas deu para entender!... Vergonha!... Ao que se chegou, especialmente quando, tendo jurado cumprir e fazer cumprir a Constituição, estava obrigado, ao menos juridicamente, a defender a integridade territorial do seu putativo País!...

Também escandalizou a sua percepção das relações transfronteiriças e o elogio que proferiu à perigosíssima colaboração entre o poderoso exército da Hispanidade em que se vem convertendo o Instituto Cervantes e o cada vez mais débil Instituto Camões... Qualquer espírito medianamente inteligente entende que não são "moinhos de vento" certos "gigantes" que Madrid engendrou e que alimenta para edificar o seu projecto colectivo, assente nos pilares da unidade interna, da união ibérica e da hispanização de todo o espaço lusófono...

Mas não se ficou por aqui o senhor Sampaio! Declarou, com ignara grandiloquência, que perante os dignitários espanhóis, lembra sempre, a propósito da «Relação Ibérica», que «nós temos a nossa identidade»... Pois, senhor Sampaio, "identidade" também têm os Andaluzes, os Canários, os Extremenhos ou os Leoneses, para não falar nos Bascos, Catalães e Galegos.

O que importa sobremaneira é que tivemos, e formalmente ainda talvez tenhamos, não apenas "identidade" mas também independência, tesouro supremo que estes últimos povos almejam conquistar, enquanto os cipaios, que nas últimas décadas tomaram de assalto os destinos da Nação, pretendem perfidamente desbaratar...

Sampaio, afinal, esteve ao seu nível. Ao nível daquele autarca que fez a negociata com o espanholíssimo "Corte Inglês" com os terrenos do Parque Eduardo VII; ao nível daquele Presidente da República que condecorou, com a Ordem da Torre e Espada, o Rei de Espanha e, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, Rodríguez Ibarra, Presidente da Junta da Extremadura e por essa via governador espanhol de Olivença!...

Foi um nível demasiado rasteiro. Mas foi o nível a que, em dez anos de paupérrimos mandatos presidenciais, sempre esteve em tudo o que se relacionou com a Independência de Portugal!

A Espanha deve-lhe muito. O anedótico, mas financeiramente chorudo, Prémio Carlos V, que o mesmo Rodríguez Ibarra lhe ofereceu, ainda não retribuiu todos os préstimos que deu à construção da Ibéria. Se Madrid não proceder como Roma... muito lhe tem a pagar ainda!...

Mário Rodrigues
Leiria

Quarta-feira, Novembro 09, 2005

Conferência: Olivença: Continuidade Cultural e Mudança Social

Grupo dos Amigos de Olivença
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PORTUGAL, OLIVENÇA E A DINÂMICA PENINSULAR
Ciclo de Palestras sobre o Relacionamento Peninsular e a Questão de Olivença

24 de Novembro de 2005, às 18:30 horas, na Casa do Alentejo

«Olivença: Continuidade Cultural e Mudança Social»

Pela Professora Doutora Ana Paula Fitas

(Doutorada em Estudos Portugueses - Cultura Portuguesa do Século XX, pela Universidade Nova de Lisboa, autora da primeira tese de doutoramento sobre Olivença, docente do ensino superior e investigadora na área das Ciências Sociais)

Será moderador
Dr. Francisco Bélard
(Jornalista do semanário EXPRESSO)

Contamos consigo!

Lx., 10-11-05.
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Domingo, Novembro 06, 2005

Amigos de Gaia: Conferência sobre a Questão de Olivença

Grupo dos Amigos de Olivença
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Divulgação 12-2005


Numa realização da ASSOCIAÇÃO CULTURAL AMIGOS DE GAIA, terá lugar no próximo dia 26 de Novembro, às 15h00, no Auditório da Biblioteca Pública Municipal de Vila Nova de Gaia, uma Conferência sobre a Questão de Olivença.
O Dr. Carlos Luna, investigador e professor de História, membro da Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença, desenvolverá o tema «Situação Colonial de Olivença: Um Anacronismo no Séc. XXI».
O GAO convida todos os seus apoiantes e todos os que se interessam pela Questão de Olivença a participar na iniciativa.
Contamos com a sua presença!

Lx., 06-11-2005.
SI/Grupo dos Amigos de Olivença

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